terça-feira, 20 de dezembro de 2005


As vezes a nossa própria mente prega-nos partidas...leva-nos a sítios onde não queríamos ir e ver coisas que não queríamos ver...é como olhar num lago e ver um reflexo dum tempo distante...sentir coisas que não queríamos sentir...de que queríamos fugir...mas ninguém foge da vida...ninguém manda...e eu...eu estou cansada de ser uma contemplativa, uma conformista...mas tenho medo...tenho duvidas...
São estas lágrimas que não me largam...que não me deixam ser feliz...que não me deixam aproveitar a felicidade que a vida me trouxe...
É a minha cabeça...a minha loucura que volta sempre...que não me deixa mesmo quando eu já me julgava sã...
É esta tristeza sem fim que me assalta e inunda sem razão aparente...alias, sem razão alguma...são fantasmas passados, vozes que gritam que não valho nada, que não sou nada, que não mereço nada...

E de repente o vazio...

O silêncio...

A paz...

O conforto numa palavra...AMOR...

Agarra a minha mão, ajuda-me a levantar e caminharei ao teu lado...mas não deixes nunca de me segurar...ou ficarei perdida...

Abraça-me e diz-me que ficarei bem...e juro que vou acreditar em ti...

Espero por ti...aqui...