terça-feira, 12 de setembro de 2006

Eu...

















Passado


Quem fui eu perguntam vós...
Nem eu sei!
Fui anjo e demónio
Fada e pesadelo...
Fui donzela e cortesã
Fui menina, tornei-me mulher
Fui fragil, fiquei forte
Fui insegura, fiquei fria e indifrente à opinião dos outros
Fui tonta...ainda o sou...
Fui doida...estou pior...
Fui simples na complexidade do meu eu
Mantenho-me sonhadora, dona do meu proprio mundo
Ainda sou teimosa, mimada e caprixosa
Ainda consigo sempre o que quero...

sexta-feira, 14 de abril de 2006

ás vezes...












ás vezes sito-me um nada...despojada de vida e alma...como uma concha vazia...


ás vezes pergunto-me sobre o sentido da vida ou sobre o que faço eu aqui...

ás vezes sinto-me intrigada pelo mundo que me rodeia...tão estranho...tão diferente do idealizado...

ás vezes interrogo-me se é real aquilo que vivo, aquilo que sinto...


ás vezes doi...doi cá dentro...doi a alma, e sei que afinal ela existe...

ás vezes apetece-me desistir de tudo e tentar sobreviver sozinha...mas não consigo...

ás vezes sinto-me só mesmo rodeada por uma multidão...


ás vezes apetece-me sentir a chuva molhada no rosto...deixa-la misturar-se com as lagrimas...


ás vezes apetece-me apenas um abraço...a certeza de um amor...um conforto, um carinho...


ás vezes tudo ficava melhor se alguém me desse um beijo e um abraço e me disse ao ouvido "vai ficar tudo bem..."


ás vezes sinto-me perdida...


ás vezes não sei que fazer...


ás vezes teno vontade de escrever mesmo não sabendo o que vai sair...


ás vezes sem razão o coração fica pequenino e a intuição soa um alarme de algo não está bem...ou está bem de mais...


ás vezes sinto que nada é real...


...nem o que escrevo...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Amor...


"O amor é paciente, o amor é benigno, não é invejoso; o amor não se ufana, não se ensoberbece, não é inconveniente, não procura o seu interesse, não se irrita, não suspeita mal; não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."



in Biblia sagrada, Carta de S.Paulo à igreja de coríntia (1Coríntios 13)
apenas porque é uma passagem linda...hoje o texto não é meu...


feliz dia dos namorados!
:)
@Amo-te@

domingo, 22 de janeiro de 2006

Deixem-me


Deixem-me gritar!!!
Deixem-me chorar!!!
Deixem-me libertar esta dor que me consome, esta dor do passado, esta saudade que me sufoca e me aperta o coração...
Deixem-me correr!!!
Deixem-me partir!!!

Deixem-me...

Deixem-me só...como sou...como estou...como sempre fui...
E eu fico aqui...definhando...agonizando...deixem-me...eu ficarei bem...
Dêm liberdade aos meus sonhos e aos meus delirios...

Deixem-me viver e esquecer os suplicios...
Deixem-me desabafar e libertar os fantasmas que trazia dentro de mim...que me envenenavam o espirito...e esqueçam depois o que disse...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2006

RIP

Hoje olhei nos teus olhos...vi mágoa, vi tristeza, vi dor...vi uma mulher que não conheço...um ar pesado, velho, maltratado...cabelo que antes era escovado e esticado, brilhante e cuidado, hoje estava baço e desalinhado...tua boca de um rosa tão suave, com seus contornos provocadores, sempre com um sorriso maroto á espreita, hoje era pálida, seca como um fruto espremido, gretada e descaída num esgar de desilusão...tua pele tão formosa, tão doce, aveludada como um pêssego jovem, hoje é aspara, flácida, enrugada prematuramente pelas adversidades da vida...por fim os olhos...onde estão os teus? Aqueles castanhos cativantes, penetrantes que olhavam nos olhos dos outros e lhes descobriam a alma...esses eram os teus olhos...por vezes pintados, delineados a preto realçando a sua exótica forma amendoada que seduziam com a sua inocência e cativavam hipnotizando como o olhar de uma serpente...e o brilho...era divinal...iluminavam a mais escura das noites quando se acendiam num fulgor quente de chama...esses teus olhos onde estão? Onde anda o teu olhar mágico e misterioso de feiticeira encantada? Os que deixas-te no lugar são frios, escuros, parados no infinito com uma cortina de água que lhes dá um ar vítreo...ao redor o vermelho de muitas noites em branco e muitas lagrimas derramadas...não...já não choras...não te restam mais lagrimas...estás morta. Despedaçada por dentro...desfeita e abandonada até por ti mesma...largada a uma existência sem tempo nem esperança...sem vida nem alma...Às vezes acordas e com um ar louco, desvairado corres na rua na ilusão de ter ouvido ou visto algum vestígio de uma amor antigo há muito perdido no tempo e no espaço...percebes que os teus sentidos embriagados na tua própria loucura te enganam...ou será que brincam cruelmente com a dor que trazes no peito e te consome? Talvez ambas...e quando assim é voltas ao marasmo do teu sofrer, voltas à transe do teu definhar e entras de novo nesse teu mundo de fantasia desregrada em que os anos não passam e a vida não acaba...
Hoje olhei-te e descobri uma estranha...
Hoje chorei vi que choras-te também...
Hoje olhei-te...e vi-te no espelho...como uma sombra sombria de um passado que me assombra...hoje vi semelhanças entre nós...e enviei-te para onde nunca devias ter saído...Descansa Em Paz...Enterrei-te.